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Dicionário Filatélico

A – Abreviatura de agência.

A. DO C. – Abreviatura de agência do correio em carimbos postais nacionais.

ABRACAR – Associação Brasileira de Carimbologia, entidade que congrega colecionadores de carimbos postais, com sede em São Paulo (SP).

ABRAFITE – Associação Brasileira de Filatelia Temática, entidade que congrega filatelistas temáticos, com sede em São Paulo (SP). Fundada em 1971. Site: www.abrafite.com.br

ABRAJOF – Associação Brasileira de Jornalistas Filatélicos, entidade que congrega os jornalistas filatélicos nacionais, com sede em São Paulo (SP). Site: www.abrajof.com.br

ABRIÇÃO – A arte de gravar.

ACESSÓRIOS – São os materiais utilizados pelos filatelistas, tais como: pinça, lente, charneira, filigranoscópio, odontômetro, classificador, álbum, caderno de selos, envelope transparente, catálogo, hawid, etc.

ACORDO POSTAL – Acordo realizado por dois ou mais países relativo a seus intercâmbios postais.

ACRÓSTICA – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

ADELGAÇADO – Selo defeituoso, cuja espessura do papel acha-se mais fina em um ou mais pontos, geralmente ocasionado na retirada de seu suporte (envelope) ou da charneira, o que causa uma redução em seu preço. Esse defeito é verificado a olho nu ou por meio de filigranoscópio. O mesmo que aminci.

ADELGAÇÃO – Diminuição da espessura do papel do selo. Ver adelgaçado.

ADM – Abreviatura de administração em carimbos postais nacionais.

ADMINISTRAÇÃO DOS CORREIOS – Antiga denominação das Diretorias Regionais dos Correios, cujo nome aparece em carimbos.

AÉREO – Ver selo aéreo.

AEROFILATELIA – Uma coleção de Aerofilatelia apresenta um estudo do desenvolvimento, da operação ou de outra faceta dos serviços de Correio Aéreo utilizando-se, para isso, de documentos diretamente relacionados a eles.

AEROPOSTALE – Companhia aérea, realizou voos postais no Brasil. O nome aparece em carimbos.

AEROGRAMA – Para a Filatelia, aerograma é qualquer envelope circulado por via aérea, com selos e carimbo especial. Chama-se também aerograma a peça especial para cartas aéreas, emitida por várias administrações postais, já com papel de carta, selo (franqueado) e envelope.

AG – Abreviatura de agência (postal), cujo nome aparece em carimbos.

AGÊNCIA FILATÉLICA – Unidade dos Correios destinada ao atendimento aos filatelistas, com a venda de selos e peças filatélicas.

AGÊNCIA POSTAL – Unidade dos Correios destinada a atendimento postal e outros serviços.

AGÊNCIA POSTAL TELEGRÁFICA – Unidade dos Correios destinada a atendimento postal, telegráfico e outros serviços.

AGENTE EMBARCADO – Funcionário que fazia os serviços postais a bordo de embarcações.

AIJP – Sigla da Association of International Journalists Philatelics, associação internacional de jornalistas filatélicos. Site: www.aijp.org

AIRGRAPH – Carta microfilmada utilizada na 2ª Guerra Mundial, em razão do grande volume de correspondências dos exércitos aliados.

ÁLBUM – É um livro de folhas apropriado para guardar os selos, podendo ou não ter as imagens dos selos já impressas. Há diversos tipos, por países ou temáticos. O primeiro álbum foi publicado em 1862, por Justin Lallier, com o nome de Timbres Postales.

ALEGORIA – Desenho representando imagens abstratas (tipo República, Liberdade, etc.), utilizado em diversos selos brasileiros.

ALEGORIA DA LIBERDADE – Ver cabecinha.

ALEGORIA DA REPÚBLICA – Ver tintureiro.

ALEGORIA REPUBLICANA – Séries de selos brasileiros emitidas em 1906/1917 e 1918.

AMBULANTE – Dá-se o nome de ambulante genericamente aos carimbos, agentes ou unidades postais móveis. Em alguns países, os correios utilizam trens, ônibus ou veículos motorizados para a coleta, transporte e, eventualmente, a triagem da correspondência. Também se denominam ambulantes as agências postais móveis nas vias públicas.

AMINCI – Expressão francesa, regularmente usada no Brasil. Ver adelgaçado.

AMPLITUDE – Abrangência do desenvolvimento da coleção em função do plano estabelecido.

ANALÓGICO – Terminologia utilizada para caracterizar o Máximo Postal cuja figura do suporte apresenta, apenas, certa analogia com o motivo do selo, faltando ou sendo mínima a concordância de motivo.

ANULADO – Ver carimbado.

AP – Abreviatura de agência postal, aparece em carimbos.

APÊNDICE – É uma etiqueta aderente ao selo, separada ou não dele, por denteação. São apêndices os selos com propaganda comercial ou textos relativos a emissão como as séries brasileiras: Monteiro Lobato (1973), Lubrapex 78 e selos personalizados. O mesmo que vinheta e tab.

APRESENTAÇÃO – Apresentação é a disposição apropriada do material exposto, do texto e, ainda, do equilibro estético global da participação

APT – Abreviatura de agência postal telegráfica, aparece em carimbos.

AR – Ver Aviso de Recebimento.

ARMAS – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

ARTE FINAL – Detalhamento do desenho de um selo, com todas as especificações técnicas, como a localização do texto, dimensões, cores, etc. É a etapa final do processo de criação de um selo postal.

ARTE POSTAL – Tipo de arte existente em alguns países, utilizando-se de envelopes.

ASTROFILATELIA – Uma coleção de Astrofilatelia é constituída com base nos aspectos histórico, técnico e científico relacionados com a pesquisa e programas espaciais.

ASCAT – Sigla da Association Internationale des Editeurs de Catalogues de Timbres-Poste et Publications Philateliques (Associação Internacional de Editores de Catálogos e Publicações Filatélicas). Site: www.ascat-org.com

ASDA – Sigla da American Stamps Dealers Association (Associação Americana de Comerciantes Filatélicos). Site:

ASSUNTO – Ver tema.

AURIVERDE – Primeiro selo bicolor brasileiro, emitido com a efígie de Dom Pedro II, em 1878.

AUTÊNTICO – Selo cuja autenticidade foi comprovada por expertização.

AUTOMATIZAÇÃO POSTAL – Sistema de tratamento de correspondência, pelos correios, quase sempre deixando marca nos objetos postais, gerando o colecionismo destas peças.

AUTÔMATO – Etiqueta para franqueamento de correspondência, impressa por máquina eletrônica.

AVARIADO – Selo com defeito ou peça postal avariada no transporte.

AVISO DE RECEBIMENTO (AR) – É o serviço opcional que, através do preenchimento de formulário próprio, permite comprovar ao remetente para quem foi entregue o objeto por ele postado. Antigamente, o comprovante era selado.

BAF – Sigla de Boletim da Assessoria Filatélica, antiga publicação postal.

BALÃOGRAMA – Objeto postal transportado por balão.

BALCÃO FILATÉLICO – Unidade de atendimento dos Correios, de funcionamento temporário, instalada em exposições, feiras, congressos, etc.

BALLON-MONTÉ – Peça postal francesa transportada por balão, quando do cerco de Paris pelos alemães na guerra franco-prussiana.

BANCO POSTAL – Nome utilizado pelos Correios para designar seus serviços financeiros postais, complementares ao sistema bancário oficial.

BANDA – Fileira horizontal ou vertical contendo três ou mais selos iguais, não destacados uns dos outros.

BANDA PROTETORA – Banda protetora plástica (bolsa) composta de duas folhas de plástico entre as quais se coloca o selo, ficando ele protegido e eliminando a necessidade de charneira. A folha frontal é transparente e a de fundo é de cor escura, geralmente, mas existe transparente, a fim de realçar e melhor visualizar do selo. Dispensa o uso de charneira nos selos.

BARBA BRANCA – Selo brasileiro com a efígie de Dom Pedro II (1877/1888)

BARBA PRETA – Selo brasileiro com a efígie de Dom Pedro II (1876)

BARRA FOSFORESCENTE – Área (faixa) com substância fosforescente no papel de um selo. Ver fosforescência.

BENZINA RETIFICADA – Nome comercial do hidrocarbonato derivado do petróleo, usado nos filigranoscópios, em pequena quantidade (algumas gotas), no verso dos selos para verificação da filigrana e do estado do mesmo (defeitos ou adelgaçamento).

BILHETE POSTAL – É um tipo de inteiro postal, constituído de cartão destinado à correspondência, que já traz o selo impresso na sua frente. O primeiro bilhete postal foi criado em 1865.

BISNETA – Série brasileira de selos ordinários (1954/1964).

BISSECTADO – Ver selo bissectado.

BOBINA – Rolo com selos, facilitando a sua manipulação quando da venda ao público.

BOLETIM CORREIO FILATÉLICO – Antiga publicação postal.

BOLETIM FILATÉLICO – Órgão de divulgação filatélica, geralmente editado por um clube filatélico

BOLSA FILATÉLICA – Atividade comercial exclusiva entre comerciantes, geralmente em grandes exposições.

BOLSA PROTETORA – Ver banda protetora.

BONDE POSTAL – Bonde destinado ao transporte de correspondência.

BLOCO COMEMORATIVO – Peça filatélica com valor de franquia, com um ou mais selos iguais ou diferentes, impressos numa folha especial, geralmente de formato pequeno, com legendas impressas, com tiragem geralmente limitada, com fins especificamente comemorativos ou promocionais.

BLOCO DE QUATRO – Ver quadra.

BLOCO DE SELOS – Expressão utilizada para definir um conjunto de selos não destacados uns dos outros, em número superior a quatro.

BRAPEX – Sigla de Brazilian Philatelic Exhibition (Exposição Filatélica Brasileira), de âmbito nacional e organizada pela FEBRAF, realizadas em 1938, 1943, 1978, 1980, 1982, 1985, 1988, 1991, 1995, 2004 e 2011.

BRASILIANA – Exposição Mundial FIP organizada pela FEBRAF e com patrocínio FIP, realizadas no Brasil em 1979 e 1983. A Brasiliana 1993 teve apenas o patrocínio FIAF.

BURIL – Instrumento de gravador, em aço, utilizado para gravar em metal, quando da execução da chapa do selo.

BURILAGEM – Fundo de selo, formado por linhas paralelas ou entrecruzadas, sobre o qual é aposto o desenho principal do selo. A burilagem tem por finalidade dificultar as falsificações.

CABEÇA GRANDE – Selo brasileiro com a efígie de Dom Pedro II (1882/1885)

CABEÇA INVERTIDA – Variedade de selo com a impressão do quadro normal e a imagem (cabeça) impressa invertida ou vice-versa.

CABEÇA PEQUENA – Selo brasileiro com a efígie de Dom Pedro II (1881)

CABEÇAS OPOSTAS (TETE-BECHE) – Selos que foram impressos de cabeça para baixo, um em relação ao outro.

CABEÇAS TROCADAS – Variedade da série Madrugada Republicana.

CABECINHA – Selo brasileiro emitido em 18/01/1893 (Alegoria da Liberdade)

CADERNO DE SELOS – Caderno especial com folhas com espaços (geralmente 25 por folha), para aposição de selos, semelhante a um álbum. Geralmente utilizados para trocas ou para selos em duplicata.

CAIXA DE COLETA – Caixas destinadas a receber correspondência localizada fora das agências postais. No Brasil, foram criadas em 07/05/1800, sendo a primeira instalada no Rio de Janeiro (RJ).

CAIXA DE CORREIO – Ver Caixa de Coleta.

CAIXA ECONÔMICA POSTAL – Serviço postal criado em 1890, mas somente instalado em 1948.

CAIXA POSTAL – Caixas destinadas a distribuir correspondência na própria agência postal.

CAM – Sigla de Correio Aéreo Militar (ver).

CAN – Sigla de Correio Aéreo Nacional (ver).

CANCELADO – Ver desmonetizado.

CANTO DATADO – Canto de folha, constituído de um selo e de parte da margem da folha, no qual aparece a data de impressão ou da emissão.

CANTO DE FOLHA – Margem da folha na qual podem ou não existir inscrições ou imagens.

CANTONEIRA – Pequeno encaixe de papel, de forma triangular, gomado numa das faces, usado para colocação de peças filatélicas em álbuns, geralmente as peças de maior dimensão ou mais espessas.

CAR – Abreviação de carimbo em carimbos postais nacionais.

CARIMBADO – Ver selo usado.

CARIMBADOR DE SELOS – Máquina destinada a carimbar selos. No Brasil, a primeira foi usada no Rio Grande do Sul, em 07/1930. Os carimbos utilizados eram de propaganda (texto inglês / português), com data e hora da carimbação.

CARIMBO – Marca aposta aos selos com fim de obliterar os mesmos. Geralmente indica a data e o local de sua aplicação. É um instrumento de metal, borracha ou madeira.

CARIMBO COMEMORATIVO – Marca postal com uma legenda, ilustrada ou não, destinada a comemorar um evento especial ou homenagem a uma personalidade, com tempo determinado de utilização.

CARIMBO DATADOR – Carimbo aposto na expedição da correspondência, contendo local, data e estado ou a Diretoria Regional dos Correios.

CARIMBO DE CENSURA – Marca postal aposta pelos correios ou por agentes censores.

CARIMBO DE CHEGADA – Carimbo aposto no local de destino da correspondência. Atualmente não é mais utilizado no Brasil.

CARIMBO DE ENTRADA – Carimbo especial usado nas correspondências vindas do exterior. Usado até certa época e hoje não mais utilizado.

CARIMBO DE EXPEDIÇÃO – Expressão pouco utilizada. O mesmo que carimbo datador.

CARIMBO DE FANTASIA – É o carimbo mudo que apresenta diferentes tipos de desenhos.

CARIMBO DE FAVOR – Carimbo postal comemorativo ou não aplicado sobre peça filatélica sem que a mesma tenha finalidade postal, apenas filatélica ou de lembrança.

CARIMBO DE PRIMEIRO DIA DE CIRCULAÇÃO – Carimbo postal utilizado para fins filatélicos, indicando o primeiro dia de circulação de um selo ou série de selos. Também conhecido como FDC. Somente aplicado sobre o selo em lançamento.

CARIMBO DE ROLHA – Carimbo postal de rolha de cortiça, usado antigamente.

CARIMBO DE SERVIÇO – Carimbo para indicação de algum serviço postal (registrado, expresso, etc.)

CARIMBO DE ÚLTIMO DIA DE CIRCULAÇÃO – Carimbo postal com as mesmas características do FDC, aplicado no último dia de circulação. Usado por poucos países, como a Argentina, nas décadas de 50/60.

CARIMBO ESPECIAL – Carimbo especial, de utilização restrita ou por razão específica.

CARIMBO MARÍTIMO – Carimbo postal usado a bordo de navios que transportam correspondência.

CARIMBO MUDO – Carimbo postal, sem legenda (local e data), apenas desenhos ou figuras. No Brasil usado na época do Império.

CARIMBO PRECURSOR – Carimbo utilizado em correspondência em época anterior ao advento do selo postal.

CARIMBO PROPAGANDÍSTICO – Carimbo, geralmente mecânico, utilizado para propaganda em geral. No Brasil, são os carimbos mecânicos da década de 20/30.

CARIMBO SELO – Carimbo aposto em correspondência substituindo o selo postal. No Brasil existem os carimbos triangulares usados pelo Syndicato Condor a partir de 28/03/1927, antes do uso dos selos especiais.

CARIMBOLOGIA – Ramo da Filatelia dedicado ao estudo dos carimbos postais, também denominado Marcofilia.

CARIMBOLOGISTA – Filatelista que se dedica à Carimbologia.

CARRAPATO – Selo brasileiro de taxa adicional (01/10/1933)

CARTA – A Carta é o mais tradicional serviço postal dos Correios. É o meio de comunicação para troca de mensagens escritas. Existe nas modalidades: Carta Comercial, Carta não comercial, Carta via Internet e Carta Social.

CARTA BILHETE – Tipo de inteiro postal, cuja característica é poder ser fechado.

CARTA COMERCIAL – Carta destinada exclusivamente aos remetentes pessoa jurídica. Considera-se também como carta comercial objetos postais cujo remetente é anônimo.

CARTA NÃO COMERCIAL – Carta destinada aos remetentes pessoa física, não sendo permitida nesta modalidade o uso de envelopes data-mailer, com janela ou transparentes/translúcidos, assim como aqueles com timbre de pessoas jurídicas ou inscrições promocionais.

CARTA PNEUMÁTICA – Tipo de inteiro postal, semelhante ao bilhete postal, destinado a uso exclusivo no serviço postal pneumático, no Rio de Janeiro (RJ).

CARTA PRÉ-FILATÉLICA – Carta anterior ao selo postal, período esse variável nos diversos países. No caso do Brasil, cartas com data postal anterior a 01/08/1843.

CARTA SOCIAL – Forma de correspondência específica do Brasil, criada para facilitar a comunicação entre pessoas de menor nível econômico. Existem regras específicas para utilização dessa modalidade.

CARTA TELEGRÁFICA -Serviço postal criado em 08/1931.

CARTA TELEGRAMA – Fórmula usada para serviço interno nos correios e enviado por via pneumática.

CARTA VIA INTERNET – Destinada a pessoas físicas e jurídicas, com registro e entrega nacional ou internacional.

CARTÃO POSTAL – Cartão confeccionado geralmente por gráficas particulares, embora também sejam editados por gráficas oficiais. Apresenta em uma das faces gravura ou fotografia e no verso contém espaços para breve mensagem, ao lado do endereçamento e o local para o selo.
Criado em 1869, na Áustria, foi adotado pelo Brasil em 1880. Sua idealização ocorreu para baratear os custos de remessa de pequenas mensagens, geralmente a descoberto (sem envelope). Não tem valor de porte, isso é, não é uma peça filatélica, mesmo aquelas emitidas pelos Correios. A sua ilustração não tem aproveitamento nas coleções temáticas. Não confundir com inteiro postal.

CARTEIRO – Funcionário postal encarregado da distribuição domiciliar da correspondência.

CARTOFILIA – Arte de colecionar cartões-postais.

CASA DA MOEDA – Estabelecimento oficial onde são impressos os selos postais brasileiros, as moedas e as cédulas.

CASA DA MOEDA (FILIGRANAS) – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

CASA FILATÉLICA – Loja especializada no comércio de selos e material filatélico em geral.

CASA MAIS – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

CATÁLOGO – Guia no qual se encontram todos os selos em ordem de datas, emissões, valores, tiragens, etc. É a principal fonte de referência para o filatelista. Há catálogos especializados em temas, classes filatélicas, etc. O primeiro catálogo de selos foi publicado em 1861 na França.

CATÁLOGO ZIONI – Catálogo de Carimbos Postais Comemorativos do Brasil, de Angelo Zioni.

CECOGRAMA – Tipo de correspondência impressa no sistema Braille, para uso pelos deficientes visuais.

CDD – Ver Centro de Distribuição Domiciliar.

CENTRADO – Selos cujas margens são perfeitamente iguais em todos os lados. Um selo perfeito deve ser bem centrado, picotado ou não.

CENTRAL FILATÉLICA – Unidade encarregado da comercialização de peças filatélicas por correspondência.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DOMICILIAR – Unidade dos Correios de triagem de objetos postais, cujo nome aparece em carimbos nacionais.

CENTRO DE FOLHA – Parte de certas folhas de selos, nas quais há inscrições e desenhos.

CENTRO DE TRIAGEM – Unidade dos correios destinada à triagem de objetos postais, cujo nome aparece em carimbos.

CENTRO INVERTIDO – Variedade de um selo com a impressão do quadro normal e a imagem do centro impressa invertida ou vice-versa.

CEP – Ver código de endereçamento postal.

CERCADURA – Sinônimo de moldura, o que contorna um selo.

CHAPA – Peça de metal utilizada na impressão do selo.

CHAPA CANSADA – Denominação da chapa metálica já bastante usada provocando impressão defeituosa. Por vezes, são retocadas para serem novamente usadas.

CHAPA GASTA – Ver chapa cansada.

CHAPA RISCADA – Chapa com defeito, apresentando risco (s) em alguns selos.

CHARNEIRA – Pequeno retângulo de papel, tipo “impermeável”, gomado numa das faces, transparente, usado para fixar selos em suportes (álbum, folha, etc.). Dobrada no seu terço, é aposta a parte menor no verso do selo e a parte maior colada no suporte. Também chamada dobradiça.

CHAVE DE CATÁLOGO – Explicações para utilização de catálogos (específico para cada tipo de catálogo).

CHAVE DE DENTES – Expressão antiga para denominar odontômetro.

CHEQUE POSTAL – Documento de crédito usado por algumas administrações postais.

CHURRIADO – Ver hachuriado.

CID – Abreviatura de cidade, aparece em carimbos postais nacionais.

CIFRA – Série ordinária (1972) e, também, a série de taxa devida (1890/1942).

CIGARRO POSTAL – Marca de cigarro fabricado no Brasil, lançado no mercado em 01/1950, reproduzindo na carteira um olho de gato de 300Rs. Estampado em azul e fabricado pela Cia. Lopes S.A. Industrial de Fumos, do Rio de Janeiro (RJ).

CINDERELA – Etiquetas usualmente similares aos selos, sem valor postal.

CINTA – Tipo de inteiro postal, caracterizado por tira de papel já com selo impresso, destinado a portear jornais e impressos em geral.

CIRCULADA – Denominação dada à peça postal que efetivamente passou pelo sistema postal.

CLASSE DE COMPETIÇÃO – Em exposições, classes filatélicas aptas a competir.

CLASSE DE HONRA – Em exposições, categoria destinada a um determinado grupo de coleções, de acordo com o respectivo regulamento.

CLASSE ESPECIAL – Em exposições, classe destinada a coleções convidadas.

CLASSE FILATÉLICA – Nome dado aos diversos tipos de coleções filatélicas oficialmente reconhecidas.

CLASSE OFICIAL – Em exposições, classe destinada a participação de coleções oficiais (correios, museus, etc.)

CLÁSSICA – Tipo de coleção no qual se coleciona os selos de forma cronológica, desde o primeiro até o último, ou apenas os selos de certo período.

CLASSIFICADOR – Livro de folhas grossas (papelão ou similar), revestido com papel branco ou preto, com tiras transparentes, onde se colocam os selos com o auxílio de pinça. Existem diversos tipos, desde o pequeno, de bolso, até os de grande porte. Os classificadores são úteis para a conservação do selo e facilitam sua ordenação, classificação e separação. Não confundir com Álbum.

CLICHÊ – Expressão francesa, já incorporada ao português, o mesmo que matriz.

CLUBE FILATÉLICO – Entidade civil, sem fins lucrativos, congregando pessoas cujo principal objetivo está ligado a atividades do colecionismo de selos postais e demais peças filatélicas, incluindo organização de atividades paralelas (leilões, exposições filatélicas, etc.).

CM – Filigrana existente sem selos brasileiros.

CÓDIGO DE ENDEREÇAMENTO POSTAL – Código para endereçamento de objetos postais, cujos números identificam o destino dos mesmos (estado, região, cidade, rua, etc.) e aparecem em alguns carimbos postais nacionais.

CÓDIGO POSTAL – Ver Código de Endereçamento Postal.

CÓDIGO TELEGRÁFICO – Código específico dos Telégrafos, posteriormente dos Correios, para transmissão telegráfica.

COFI – CORREIO FILATÉLICO – Revista editada pelos Correios dirigida ao público interessado em Filatelia. Apresenta artigos sobre vários aspectos ligados à Filatelia, bem como a relação de emissões de selos. Também nome de antiga publicação filatélica editada em São Paulo (SP).

COIN DATÉ – Expressão francesa, ver canto datado.

COLA – Substância utilizada para aderir os selos nos objetos postais, ou pre-existentes no verso dos selos, bastando utilizar água para sua adesão. Há diversos tipos.

COLEÇÃO – Conjunto de peças filatélicas agrupadas de forma lógica, atendendo, sobretudo, às regras existentes em Filatelia. Compreende diversos tipos, destacando-se as coleções tradicional e temática.

COLEÇÃO EXPOSITIVA – Parte da coleção selecionada para ser exposta.

COLEÇÃO POR ASSUNTO – Coleção de selos e peças filatélicas de um determinado tema, sem nenhum desenvolvimento da ideia, apenas agrupando-se os selos e peças por países, totalmente superada pela coleção temática.

COLEÇÃO TEMÁTICA – Coleção de selos e peças filatélicas de um determinado tema, desenvolvendo-se uma ideia A Filatelia Temática proporcionou uma nova dimensão à Filatelia, dando-lhe um caráter cultural, o que estimula a sua difusão. Ver Filatelia Temática.

COLEÇÃO TRADICIONAL – Ver Filatelia Tradicional.

COLECIONADOR – Pessoa que coleciona, que se dedica ao colecionismo.

COLIS POSTAUX – Serviço internacional de importação de remessas contendo mercadorias e outros produtos.
COLORIDOS – Série de selos brasileiro, emitidos em 1854/1861.

COLUNA FILATÉLICA – Coluna em jornal ou revista, dedicada à Filatelia.

COMEMORATIVO – Ver selo comemorativo.

COMÉRCIO – Um dos tipos de selos que compõem o padrão 1894.

COMISSÃO ESTADUAL DE FILATELIA E NUMISMÁTICA – Órgão da Secretaria Estadual da Cultura de São Paulo, destinado a divulgar a Filatelia. Criado em 1965 e suprimido em 2005.

COMISSÃO FILATÉLICA – Comissão com o objetivo de analisar e aprovar emissões postais.

COMISSÃO ORGANIZADORA – Comissão organizadora de exposições filatélicas.

COMISSÁRIO – Pessoa encarregada de coordenar as inscrições de uma exposição.

CONCURSO EPISTOLAR – Concurso de redação de cartas, para jovens, realizado periodicamente pela ONU.

CONDENADOS – Ver selo condenado.

CONDOR SINDIKAT – Companhia de aviação, com voos postais no Brasil. O nome aparece em carimbos e selos.

CONTRIBUIÇÃO CÍVICA – Ver selo de contribuição cívica.

COR (1) – Segundo o número de cores usadas em sua impressão, os selos podem ser classificados em monocolores (um só cor), bicolores (2 cores), tricolores (3 cores) e multicolores (mais de 3 cores). A firma inglesa Stanley Gibbons edita um mostruário de cores e matizes das mesmas. A cor de um selo pode ser alterada quando colocado sob a luz do sol, certos tipos de luzes ou sob a ação de produtos químicos.

COR (2) – Abreviatura de correios, aparece em carimbos postais nacionais.

CORNETA POSTAL – Os antigos condutores de diligências e os correios a cavalo anunciavam a sua chegada e partida por meio de uma corneta. Foi criada por Francisco Tasso (século XVI) e tornou-se um símbolo de correios em diversas partes do mundo, aparecendo em símbolos postais, caixas de coletas, etc.

CORREINHO – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

CORREIO AÉREO – Serviço postal aéreo. No Brasil foi criado em 1927, com o Syndicato Condor. No mundo, surgiu na França em 1870 por ocasião do cerco de Paris.

CORREIO AMBULANTE – Serviço postal não mais existente. Aparece em carimbo postal aplicado pelos agentes ambulantes (fluviais, ferroviários ou marítimos).

CORREIO FILATÉLICO – Ver COFI – Correio Filatélico.

CORRESPONDÊNCIA DILACERADA – Correspondência avariada quando de seu manuseio postal, geralmente recebendo uma etiqueta com esta denominação.

CORRS – Abreviatura de correios, aparece em carimbos postais nacionais.

CORTADO EM DOIS – Ver bissectado.

CORTADO EM LINHA – Diz-se dos selos que se apresentam separados por pequenos traços em forma de sulco que facilitam sua separação.

COTAÇÃO – Valor estimado dos selos constante dos catálogos.

CRITÉRIOS DE JULGAMENTO – Diretrizes para julgamento de coleções.

CRUZ DE CRISTO – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

CRUZ DE MALTA – Tipo de filigrana existente em selos brasileiros.

CRUZEIRO – Tipo de selo emitido pelo Brasil em 20/01/1890. Primeiros selos do período republicano.

CRUZETAS – Tipo de filigrana existente em selos brasileiros.

CT – Sigla de Centro de Triagem (ver).

CUNHO – Peça metálica gravada destinada a imprimir um selo.

CURIOSIDADE – Característica de um selo dotado de qualquer originalidade, com exceção das diferenças oriundas na impressão do selo (ver variedade).

CUT SQUARE – Fragmento de inteiro postal, contendo o selo postal impresso. No passado era usual colecionar-se estes fragmentos, porém atualmente não se entende e não se adota tal procedimento, colecionando-se o inteiro postal como um todo.

DATA DE EMISSÃO – Data de colocação em circulação de uma emissão de selos. Também chamada data de lançamento.

DATA DE LANÇAMENTO – Ver data de emissão.

DCT – Sigla de Departamento de Correios e Telégrafos (ver)

DECALQUE – Marca no verso do selo, decorrente da impressão.

DEFEITO – É qualquer anormalidade apresentada por um selo (adelgaçamento, corte, sulco, dobra, falta de picote, desbotamento, etc.).

DEFEITUOSO – Ver selo defeituoso.

DEFILP – Sigla de Departamento de Filatelia e Produtos, organismo dos Correios.

DENTEAÇÃO – Medida do número de picotes, em cada margem do selo. A denteação é obtida com o uso do odontômetro.

DENTEADO – Ver denteação.

DEPARTAMENTO DE CORREIOS E TELÉGRAFOS – Nome da repartição encarregada dos serviços postais e telegráficos, de 1931 até 1969, quando foi criada a ECT.

DEPÓSITO – Ver selo de depósito.

DESBOTADO – Selos com cor desbotada em relação à sua cor original, por imersão em água, processo químico ou exposição à luz.

DESCENTRADO – Selo cuja imagem não se acha bem centrada, em relação às suas bordas.

DESMONETIZAÇÃO – Ato oficial da administração postal, cancelando o valor de franquia postal, selo ou inteiro postal, que passam a ter uso apenas filatélico.

DESMONETIZADO – Ver selo desmonetizado.

DESTINATÁRIO – Pessoa a quem se destina o objeto postal.

DESVALORIZADO – Ver selo desmonetizado.

DH – Sigla de Depois da Hora, carimbo aposto às correspondências postadas após o horário de encaminhamento da agência.

DIA DA AEROFILATELIA – 23 de outubro. Data correlacionada com o dia do 1 ª vôo de Santos Dumont com o 14 Bis.

DIA DA FILATELIA TEMÁTICA – 12 de outubro. Data correlacionada com o descobrimento da América.

DIA DA IMPRENSA FILATÉLICA – 15 de janeiro. Data comemorativa do dia da emissão da primeira publicação filatélica brasileira (15/01/1882).

DIA DA MAXIMAFILIA – 27 de abril. Dia do nascimento de A.P.Figueiredo, considerado o Patrono da Maximafilia Brasileira (27/04/1892).

DIA DE SÃO GABRIEL – 29 de setembro. Patrono das comunicações em geral (correios, telégrafos, telefone, etc.).

DIA DO CARTEIRO – 25 de janeiro. Data oficial do início da atividade postal regular no Brasil, com a criação do Correio-Mor no Brasil.

DIA DO FILATELISTA BRASILEIRO – 05 de março. Data da Reforma Postal de 1829, assinada por Dom Pedro I. Foi o primeiro regulamento postal exclusivamente brasileiro, após a Independência, pois até então valiam os regulamentos portugueses. Este regulamento estabeleceu novas linhas postais, criou portes e administrações postais nas capitais das províncias e regulou por muitos anos o tráfego postal. Apesar de ser uma data postal e não filatélica, foi adotada como o Dia do Filatelista. Pouco comemorada e pouco aceita, pela razão acima, já foi muito mais comemorada, por volta de 1970 / 1980.

DIA DO SELO – Data do lançamento, em cada país, do seu primeiro selo postal.

DIA DO SELO BRASILEIRO – 01 de agosto. Data de lançamento do 1º Selo postal Brasileiro e das Américas, o Olho de Boi (1843).

DIA DO SELO UNIVERSAL – 06 de maio. Data do lançamento do “Penny Black “, pela Inglaterra, o primeiro selo postal do mundo (1840).

DIA DO TELEGRAFISTA – 24 de maio. Instituído em 1944 pelo presidente Getúlio Vargas, em comemoração ao centenário da inauguração do telégrafo elétrico nas Américas.

DIA MUNDIAL DOS CORREIOS – Ver Dia Postal Mundial.

DIA POSTAL MUNDIAL – 09 de outubro. Data da fundação da União Postal Universal (09/10/1874), celebrada em diversos países. Também denominado Dia Mundial dos Correios.

DIA UNIVERSAL DO SELO – 06 de maio. Data do lançamento do 1º selo postal do mundo, o Penny Black.

DIPLOMA – Diploma conferido aos expositores de exposições competitivas ou não.

DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO – Diploma conferido aos expositores não premiados em exposições competitivas.

DIRETORIA REGIONAL – Órgão dos Correios responsável pela administração postal de uma região ou estado. Aparece em carimbos postais brasileiros.

DIRETRIZES – Critérios para avaliação das diversas classes de coleções.

DOBRADIÇA – Ver charneira.

DUPLA IMPRESSÃO – Diz-se dos selos que contêm uma dupla imagem nitidamente delineada. Constituem uma variedade.

DUPLICATA – Selo repetido de um mesmo exemplar, destinado a troca ou comercialização.

ECT – Sigla da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Criada em 1969, é a empresa que detém o monopólio das comunicações postais no Brasil, sendo a responsável pela produção e emissão de selos postais, carimbos comemorativos e demais peças filatélicas.

EDITAL – Impresso emitido pelas administrações postais com a finalidade de tornar público e oficializar o lançamento de uma peça filatélica. Contêm o histórico da peça e seus detalhes técnicos.

EMENDA DE BOBINA – Denominação de uma variedade produzida pela emenda da bobina do papel, quando da impressão do selo.

EMISSÃO CONJUNTA – Selo emitido conjuntamente por dois ou mais países.

EMISSÃO PARTICULAR – Selos emitidos por entidades particulares, sem nenhum valor postal.

ENCOMENDA – Tipo de objeto postal. Ver regulamentos postais.

ENCONTRO FILATÉLICO – Evento filatélico composto de atrações variadas, tais como comércio filatélico, exposição, palestras, etc.

ENSAIO – Diferentes desenhos de selos apresentados para aprovação, utilizados para escolher o desenho definitivo de um selo, dos quais se tiram provas.

ENTALHE – Ver talho doce.

ENVELOPE CIRCULADO – Envelope realmente utilizado no sistema postal.

ENVELOPE TRANSPARENTE – Envelope de papel transparente (tipo celofane, manteiga ou similar) para acondicionar selos.

ENVELOPE DE 1 º DIA DE CIRCULAÇÃO – Envelope contendo a menção “1 º Dia”, provido de um ou mais selos de uma mesma série, obliterados com a data do dia de sua emissão. Internacionalmente conhecido pela sigla FDC (em inglês First Day Cover).

ERINOFILIA – Estudo e colecionismo de etiquetas. As etiquetas não são postais, mesmo as apostas em envelopes.

ESCOLHA – Classificação pelo estado de conservação de um selo. 1 ª escolha: selo perfeito; 2 ª escolha: selo em estado razoável, com pequeno defeito; 3 ª escolha: selo defeituoso.

ESFOLADO – Ver adelgaçado.

ESPECIAL – Ver selo especial.

ESPECIALISTA – Colecionador que se dedica a determinado tipo de coleção ou emissão, ou ainda especializado em determinada área da Filatelia.

ESPECIMEN – É um selo de amostra, enviado pelas Administrações Postais à UPU, para sua divulgação aos países membros, bem como a autoridades do próprio país, não tendo valor de franquia. Apresentam as sobrecargas “SPECIMEN”, “AMOSTRA” OU “MUESTRA”.

ESPERTO – O mesmo que perito.

ESPESSURA – Refere-se ao encorpamento do papel do selo, podendo ser medida na unidade micra, por meio de aparelho chamado micrômetro.

ESTADINHO – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

ESTADO – Item do regulamento que trata da qualidade do material exposto.

ESTAFETA – Denominação de antigo tipo de servidor postal e, também, antiga denominação de transportador postal.

ESTAMPA – O mesmo que folha.

ETA – Sigla de Empresa de Transportes Aéreos e, também, denominação dos selos aéreos desta empresa.

ETIQUETA (1) – Vinheta colorida ou não, assemelhada a um selo postal e, sob autorização postal, aposta em envelopes. São de emissão particular, não são postais.

ETIQUETA (2) – Etiquetas postais para caracterizar registrados, cartas aéreas, expresso e outros serviços postais. Tem valor postal e filatélico, podendo ser usadas nas coleções.

EUBRASIL – Tipo de filigrana de selos brasileiros.

EVENTO FILATÉLICO – Exposição, congresso, curso, encontro, enfim qualquer atividade filatélica aberta a participação do público.

EXFIJUBRA – Sigla de Exposição Filatélica Juvenil Brasileira. Exposição patrocinada pela ECT, a fim de estimular os jovens na iniciação na filatelia, como um dos mais valiosos investimentos culturais.

EXPERT – Ver perito.

EXPERTIZAÇÃO – Ver peritagem.

EXPOSIÇÃO – Evento máximo para o filatelista, quando ele pode exibir em público a sua coleção.

EXPOSIÇÃO BINACIONAL – Exposição filatélica reunindo dois países, como, por exemplo, a Lubrapex (Brasil e Portugal).

EXPOSIÇÃO COMPETITIVA – Exposição filatélica na qual as coleções são avaliadas por um corpo de jurados.

EXPOSIÇÃO ESTADUAL – Exposição filatélica de âmbito estadual, como as realizadas pela FEFIESP no estado de São Paulo.

EXPOSIÇÃO INTERAMERICANA – Exposição filatélica de âmbito interamericano, geralmente com patrocínio da FIAF.

EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL – Exposição filatélica de âmbito internacional, reunindo diversos países.

EXPOSIÇÃO LOCAL – Exposição filatélica de âmbito local, isto é, apenas da cidade que a organizou.

EXPOSIÇÃO MUNDIAL – Exposição filatélica de âmbito mundial, geralmente com patrocínio da FIP.

EXPOSIÇÃO NACIONAL – Exposição filatélica de âmbito nacional, podendo ser geral ou de uma ou mais classes filatélicas, organizada de acordo com os regulamentos da Febraf.

EXPOSIÇÃO NÃO COMPETITIVA – Exposição filatélica de caráter não competitivo, isto é, cujas coleções expostas não são submetidas a julgamento.

EXPOSIÇÃO REGIONAL – Exposição filatélica de uma das regiões (Norte-Nordeste, Centro ou Sul), organizada de acordo com os regulamentos da Febraf.

EXPOSITOR – Aquele que expõe a sua coleção de selos.

EXPRESSO – Ver selo expresso.

FAC SIMILE – Reprodução do selo, em suas cores e dimensões naturais.

FALSO – Selo feito com fins fraudulentos, por particulares, lesando aos correios e aos filatelistas.

FANCY CANCELLATION – Carimbos com desenhos de fantasias (figuras de animais, vegetais, desenhos, etc.) utilizados nos EUA.

FAX POST – Serviço postal de remessa de mensagens (transmissão e recepção de documentos) por meio de fac-símile.

FDC – Sigla de Firs Day Cover. Ver envelope de 1 º Dia de Circulação.

FEBRAF – Sigla da Federação Brasileira de Filatelia. Entidade que congrega os clubes filatélicos nacionais e representa o Brasil junto à FIP e FIAF. Fundada em 1976. Site: www.febraf.org

FEFIESP – Sigla da Federação das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo. Entidade que congrega os clubes paulistas. Fundada em 1976. Site: www.fefiesp.com.br

FEFINUSC – Sigla da Federação das Entidades Filatélicas de Santa Catarina. Entidade que congrega os clubes catarinenses.

FEIRAS FILATÉLICAS – Feiras comerciais realizadas periodicamente, principalmente em praça pública, em diversas cidades.

FELICITAÇÕES DO JÚRI – Premiação especial do júri, em complemento a uma medalha, para uma coleção com características especiais para merecer tal distinção, como originalidade ou pesquisa filatélica.

FERRUGEM – Manchas que aparecem no papel do selo, caso não esteja em ambiente seco. É uma anomalia progressiva que pode acabar por danificar o selo. Pode ser eliminada (ver selo lavado).

FIAF – Sigla da Federação Interamericana de Filatelia. Entidade que congrega as federações filatélicas dos paises americanos.

FICHA DE INSCRIÇÃO – Formulário padronizado para inscrição em exposições filatélicas.

FILATELIA – Arte e ciência de colecionar selos postais. Vem do grego “PHILOS”, que significa amigo, e “ATELEIA”, isenção de imposto, ausência, ou “TELOS”, cujo significado é imposto. O termo surgiu junto com os primeiros selos postais.

FILATELIA CONSTRUTIVA – Antiga denominação da Filatelia Temática, totalmente em desuso.

FILATELIA JUVENIL – Setor que congrega colecionadores com idade até 21 anos.

FILATELIA MODERNA – Coleção constituída por selos e peças filatélicas emitidas no período posterior à Segunda Guerra Mundial (1939 / 1945).

FILATELIA SOCIAL – Representa um estudo do desenvolvimento dos sistemas sociais e dos produtos derivados da operação de sistemas postais. Neste tipo de coleção podem ser incluídos materiais normalmente encontrados em outras classes filatélicas, bem como itens não filatélicos relacionados diretamente com as operações e produtos de um sistema postal, como equipamentos de agências postais ou material elaborado pelo comércio para usar ou refletir os produtos e serviços de uma agência postal.

FILATELIA TEMÁTICA – Segmento no qual a coleção conta uma história, analisa um tema específico ou apresenta uma tese.

FILATELIA TRADICIONAL – Coleção filatélica ordenada por país e em ordem cronológica, que abrange todos os aspectos da Filatelia. Qualquer coleção será considerada como de Filatelia Tradicional, a menos que se integre numa das outras classes especializadas.

FILATELISTA – Colecionador de selos. Aquele que coleciona metodicamente selos postais e peças filatélicas.

FILIGRANA – Marca do papel inserida quando da confecção do selo, sendo visível somente quando os mesmos são examinados contra a luz ou com auxílio do filigranoscópio e de benzina retificada. Atualmente não é mais usada, sendo substituída pela “fosforescência” do papel. Também chamada marca d’água.

FILIGRANA INVERTIDA – Filigrana em posição inversa à normal.

FILIGRANOSCÓPIO – Recipiente de plástico, louça ou vidro, de dimensões variadas, de fundo preto, onde se coloca o selo para identificação das filigranas do papel e o estado do selo, após aplicar algumas gotas de benzina retificada. Permite visualizar eventuais defeitos, como o adelgaçamento. É de grande utilidade, baixo custo e indispensável ao filatelista. Existem aparelhos eletrônicos com a mesma finalidade.

FIP – Sigla da Federation International de Philatelie (Federação Internacional de Filatelia), com sede em Genebra (Suíça). Fundada em Paris, em 18/06/1926. O Brasil filiou-se à FIP em 1935, por intermédio da Federação das Sociedades Filatélicas Brasileiras. Tem por função regulamentar as exposições e os tipos de coleções, visando sua normatização.

FIPCO – Sigla da Federation Internacional de Philatelie Constructive, entidade não mais existente.

FIPO – Sigla da Federation International de Philatelie Olympique (Federação Internacional de Filatelia Olímpica), fundada em 1982, congregando a filatelia olímpica.

FIRST DAY COVER – VER FDC

FISCAL – Ver selo fiscal

FLECHA – Pequena peça colada à folha da coleção, visando destacar um detalhe da peça filatélica.

FOLHA – Conjunto de selos cercado por margens, constituindo o conjunto impresso e vendido pelos correios. O número de selos numa folha varia bastante, de acordo com os critérios de emissão e o tamanho do selo.

FOLHA DE AVALIAÇÃO – Modelo padronizado de avaliação de coleções, adotado pelas federações e utilizado nas exposições filatélicas competitivas.

FOLHA MINIATURA – Folha de selos, de pequenas dimensões, com poucos selos em relação a uma folha convencional.

FOLHINHA – Peça filatélica impressa pelos correios ou por particulares com autorização dos correios, geralmente com carimbo comemorativo, para divulgar um evento. Não confundir com máximo postal ou inteiro postal. A folhinha não é uma peça postal, portanto não possui poder de franquia.

FOLHINHA COMEMORATIVA – Ver folhinha.

FONO POSTAL – Serviço postal adotado por alguns países para enviar discos ou fitas com mensagens gravadas.

FORA DE CURSO – Selo retirado de circulação.

FORMATO – Figura geométrica que caracteriza o selo, podendo ser retangular, quadrado, triangular, oval, redondo, irregular, etc. Expresso em milímetros, compreendendo a área do desenho, excluindo-se as margens. Indica-se sempre a dimensão horizontal em primeiro lugar. Os selos na sua grande maioria são retangulares.

FOSFORESCÊNCIA – Substância luminescente existente no papel utilizado para impressão de selos, que se destina à separação de cartas feita por triagem eletrônica e segurança contra eventuais falsificações em substituição à filigrana. Pode ocorrer em todo o selo ou apenas em parte dele, em faixas, geralmente nas suas margens.

FRAGMENTO – Recorte proveniente de envelope, inteiro postal ou invólucro postal, contendo selo e carimbo. No caso de inteiros postais, trata-se do fragmento da peça, contendo o selo impresso (cut square).

FRANQUIA – Pagamento do porte da correspondência enviada pelos correios. Pode ser manual, quando efetuada em troca de um ou mais selos, ou mecânica, quando a correspondência passa através de uma máquina denominada máquina de franquia.

FRANQUIA DIPLOMÁTICA – Isenção de porte concedida ao corpo diplomático.

FRANQUIA MECÂNICA – Processo de franqueamento de correspondência por meio mecânico, podendo ser oficial, quando a máquina é da administração postal, ou particular, quando a máquina é alugada a usuários particulares. Também recebe o nome de mecanofilia.

FRANQUIA POSTAL – Isenção de pagamento de porte. Concedido a determinadas entidades pelas administrações postais.

GOMA – Substância adesiva colocada no verso dos selos, para facilitar a sua aderência ao suporte (envelope, etc.). Nem todos os selos são gomados.

GOMA ORIGINAL – Goma aposta ao selo quando de sua fabricação.

GRANDE PRÊMIO – Prêmio máximo de uma exposição ou de uma classe filatélica.

GRAVADO

GREV – Sigla de General Regulations for the Evaluations of Competitive Exhibitions, Regulamento Geral para Avaliação das Coleções Competitivas em exposições internacionais FIP.

GUIA DE CORES – Guia para identificação da cor de um selo e suas nuances, com padrão que pode ser comparado com as cores apresentadas nos catálogos.

GUIA POSTAL – Guia com detalhamento de serviços postais, códigos postais, taxas, agências, rotas, etc.

GUIA POSTAL BRASILEIRO – Guia com códigos postais de cidades, diretorias regionais, etc.

GUIA POSTAL TELEGRÁFICO – Guia com detalhamento de serviços postais e telegráficos, códigos postais, taxas, agências, rotas, etc.

GUICHÊ FILATÉLICO – Unidade de atendimento dos Correios para filatelistas, instalada nas agências postais.

GUIDELINES – Ver Diretrizes.

HACHURIADO – Fundo de desenho, em linhas.

HAWID – Marca comercial alemã. Ver banda protetora.

HELIOGRAVURA – Ver rotogravura.

HISTÓRIA POSTAL – Uma coleção de História Postal é um conjunto de documentos ou objetos postais que foram transportados por um serviço postal oficial, local ou privado.

IFSDA – Sigla da International Federation of Stamp Dealers Associations (Associação Internacional de Comerciantes Filatélicos).

IMPÉRIO – Período de nossa Filatelia a partir da emissão do Olho de Boi (1843) até a República (1889).

IMPOSTO DE CONSUMO – Tipo de filigrana dos selos brasileiros.

IMPRENSA FILATÉLICA – Imprensa especializada em assuntos filatélicos. Ver ABRAJOF.

IMPRESSÃO EM RELEVO -

IMPRESSÃO NO VERSO – Impressão no verso de selos de anúncios, dizeres alusivos à emissão ou até mesmo impressos pre-existentes no caso de aproveitamento de papel para a emissão.

INCLINADOS – Segunda emissão de selos do Brasil, de 1 º de junho de 1844. Seguiram o modelo do Olho-de-Boi, mas em tamanho menor e com algarismos inclinados, apresentando os valores 10, 30, 60, 90, 180, 300 e 600 réis.

INFORMATIVO FILATÉLICO – Boletim dos Correios contendo dados técnicos sobre as emissões de selos, carimbos comemorativos e demais produtos filatélicos.

INSTRUÇÃO – Série de selos brasileiros emitida em 1918.

INTEIROS – Ver inteiros postais.

INTEIROS POSTAIS – Uma coleção de Inteiros Postais compreende um conjunto lógico e coerente de objetos postais que comportam um selo impresso oficialmente autorizado ou uma marca ou inscrição indicando que um determinado valor facial, referente a um serviço postal ou relacionado, foi previamente pago.

ISENTO DE PORTE – Objeto postal isento de pagamento de taxas postais.

JANELA – Recurso utilizado em montagem de coleções, geralmente temáticas, pelo qual se recorta parte da folha para permitir a visualização apenas do carimbo, ficando coberto o restante da peça, ganhando-se, desta forma espaço para a exibição de outras peças na mesma folha e permitindo uma maior flexibilidade na montagem da coleção. Geralmente utilizada para mostrar só o carimbo e o selo de um envelope, a parte essencial a ser exibida. O recurso da “janela” obviamente utiliza a montagem da peça pela sua parte superior, sem danificá-la.

JORNALISMO FILATÉLICO – Ver Imprensa Filatélica.

JUIZ – Ver jurado.

JULGAMENTO – Atividades de análise e avaliação de coleções filatélicas em exposições competitivas.

JURADO – Filatelista credenciado por uma Federação Filatélica para julgar coleções.

LÂMPADA DE QUARTZO – Lâmpada de raios ultravioleta (UV), usada para exame de detalhes nos selos. Geralmente usada para a constatação de falsificação em selos ou carimbos.

LAVADO – Ver selo lavado.

LAYOUT – Esboço elaborado de um trabalho de criação artística, visando dar uma ideia muito próxima do que virá a ser a arte final, como resultado conclusivo e pronto para a reprodução.

LEGENDA – Palavras, letras ou algarismos que aparecem impressos nos selos.

LEILÃO FILATÉLICO – É o mesmo tipo de leilão usado para outras finalidades, partindo-se de um valor mínimo para o selo ou a peça filatélica e, por meio de lances, atinge-se um valor máximo. Pode ser “ao vivo” ou misto, com lances por carta, fax ou email, sistema este o mais utilizado. Realizado por leiloeiro oficial.

LEITURA ÓTICA – Método de triagem de objetos postais, realizado eletronicamente, com grande velocidade e precisão, comparada com o método convencional. Há diversos tipos e alguns imprimem suas marcas nos invólucros, gerando o colecionismo dos mesmos.

LENTE – Instrumento ótico usado para examinar o selo, seus detalhes, curiosidades, variedades, defeitos, aminci, etc., ampliando os detalhes da peça filatélica para uma melhor análise. Também denominada lupa.

LEPRA – Também denominado Leprinha. Selo adicional para beneficência.

LINHA D’ÁGUA – Ver filigrana.

LISTA DE FALTAS – Ver mancolista.

LISTA DE PREÇOS – Lista de preços de selos e materiais filatélicos, produzida pelo comércio filatélico para divulgação de seus produtos.

LISTA DE PREMIAÇÃO – Relação de coleções premiadas numa exposição. Também denominada palmarés, palavra de origem francesa.

LITERATURA FILATÉLICA – A Literatura Filatélica abrange todas as comunicações impressas à disposição dos colecionadores, relacionadas com selos postais, história postal e seu colecionismo, bem como com qualquer das áreas de especialização relacionadas. Inclui programas informáticos específicos ou adaptados para Filatelia, boletins eletrônicos ou outros materiais informáticos, nas suas diversas formas.

LITOGRAFADO – Ver litogravura.

LITOGRAVURA – Processo de impressão.

LOCAL – Ver selo local.

LOJA FILATÉLICA – Ver casa filatélica.

LOTE – Conjunto de selos ou peças filatélicas.

LUBRAPEX – Sigla de Exposição Filatélica Luso-Brasileira, evento binacional realizado periodicamente desde 1966.

LUPA – Ver lente.

MADRUGADA – Ver Madrugada Republicana.

MADRUGADA REPUBLICANA – Um dos tipos de selos que compõem o Padrão 1894.

MAGENTA DA GUIANA – Um dos selos mais raros do mundo, emitido pela Guiana Inglesa, em 1856, e do qual se conhece apenas um exemplar.

MALA POSTAL – Mala, malote, saco postal ou outro objeto utilizado pela administração postal para transporte dos objetos postais.

MANCOLISTA – Termo de origem francesa que significa “lista de faltas”. É a relação de selos que faltam a um filatelista, seguindo-se a numeração de um determinado catálogo. A troca de selos entre colecionadores e a sua aquisição no comércio filatélico e feita através de mancolistas que facilitam estas operações.

MÃO PRÓPRIA (1) – Serviço pelo qual o remetente recebe a garantia de que o objeto por ele postado será entregue, exclusivamente, ao destinatário.

MÃO PRÓPRIA (2) – Serviço postal não mais existente, pelo qual o remetente postava a carta, carimbava na agência postal e podia, ele próprio, encaminhar a carta.

MARCA D’ÁGUA – Ver filigrana.

MARCA DE EXPERTIZAÇÃO – Números, letras ou sinais apostos no verso de um selo identificando o expertise.

MARCA POSTAL – Qualquer marca aposta pelos correios numa peça filatélica.

MARCOFILIA – Ver carimbologia.

MARCOFILISTA – Ver carimbologista.

MARGEM – Espaço não impresso que enquadra um selo, geralmente em branco, entre o desenho do selo e seu contorno.

MARMORIZADO – Variedade na fabricação de papel que se apresenta com linhas irregularmente onduladas, semelhantes a desenhos como os do mármore, motivo pelo qual os filatelistas denominam esta variedade de “papel marmorizado”. Foi encontrado pela primeira vez na emissão do selo do Congresso do Panamá, emitido em 12/10/56. Nas bobinas do papel marmorizado não aparece a filigrana. Essa “marmorização” aparece nas pontas das bobinas de papel.

MATA-BORRÃO – Material absorvente usado para secagem de selos, quando lavados (retirados de envelopes). Geralmente de cor branca para se evitar eventual absorção de tinta do mata-borrão pelo selo.

MATERIAL FILATÉLICO – Todo material que pode ser utilizado em coleções filatélicas (selos, carimbos, inteiros, franquias, etc.). Também denomina o material para utilização em Filatelia (acessórios, etc.).

MATIZ – Ver nuance.

MATRIZ – Ver clichê.

MAXIMAFILIA – Parte da filatelia relacionada à coleção e estudo dos máximos postais.

MÁXIMO-POSTAL – Peça composta de cartão-postal com imagem relacionada ao selo nele aplicado. Sobre o selo afixado deve ser aplicado carimbo de 1º Dia de Circulação, comemorativo ou ainda de unidades postais que tenham referência com o selo. Quando o selo, o carimbo e o cartão têm concordância de motivo e data, o máximo é chamado de “Maximum Maximore” ou Máximo Perfeito.

MECANOFILIA – Estudo das franquias mecânicas. Expressão pouco utilizada.

MICHEL – Catálogo alemão de selos internacionais.

MICRÔMETRO – Instrumento utilizado para medir a espessura do papel, importante para a sua classificação quando o selo apresenta diferentes tipos de papel.

MINT – Palavra inglesa significando selo novo, com goma original.

MOLDURA (1) – Linha fina que delimita os lados de uma folha de álbum ou de suporte da coleção.

MOLDURA (2) – Linha que delimita a parte impressa de um selo.

MOSTRA FILATÉLICA – Exposição filatélica de caráter não competitivo.

MUESTRA – Selos de amostra enviados por administrações postais para efeito de propaganda e divulgação. Também conhecida como Specimen.

MULREADY – Envelope com desenhos artísticos utilizados na Inglaterra antes do selo postal.

MUSEU POSTAL – Museu específico da área postal existente em diversos países.

NÃO DENTEADO – Selo sem picote.

NÃO EMITIDO – Selo que não foi posto em circulação por decisão governamental, embora programado e impresso.

NETINHA – Ver Série Netinha.

NORDEX – Sigla de Norte-Nordeste Exhibition, Exposição Filatélica Regional da Região Norte- Nordeste.

NOVIDADE – Peça filatélica recentemente emitida, ainda não catalogada.

NOVO – Selo que não foi carimbado, isto é, não utilizado postalmente. A maioria dos selos novos é filatélica e comercialmente mais valiosa que os usados, mas não é uma regra geral. Como exceção pode-se citar os selos da Revolução de 1932, que por terem sido usados num curto período, valem mais usados do que novos.

NOVO SEM GOMA – Selo novo, isto é, não usado postalmente, mas lavado para retirada da goma original, prevenindo-se contra a ferrugem ou para retirada da mesma.

NUANÇA – Variação na tonalidade de uma mesma cor, do francês nuance.

OBJETO POSTAL – Todo tipo de correspondência enviada pelos correios.

OBLITERAÇÃO – Marca oriunda da aplicação de um carimbo no selo, evitando-se, desta forma que seja novamente utilizado postalmente.

OBLITERADO – Ver carimbado.

ODONTÔMETRO – Pequena peça em cartão, plástico ou metal, com uma escala numérica destinada a medir o número de picotes dos selos. Os números indicam a quantidade de picotes no espaço de 2 cm.

OFFSET – Moderno processo de impressão de selos onde a imagem, primeiramente gravada numa folha de zinco ou alumínio, é transferida para o papel por intermédio de um cilindro de borracha. As vantagens mais importantes do processo são as altas tiragens conseguidas e a nitidez alcançada mesmo com os papéis mais ásperos, pois a borracha é capaz de se adaptar a qualquer rugosidade. Conhece-se um selo impresso em offset observando-se as superfícies de cor com uma lente: estas aparecerão granuladas, isto é, formadas por pequenos pontos de cor.

OFICIAL – Ver selo oficial.

OLHO DE BOI – Primeiro selo postal emitido pelo Brasil e o terceiro no mundo. Foram criados em 30 de novembro de 1841, através de uma lei do imperador D.Pedro II. Entre a data de criação e a data de lançamento, que foi a 1º de agosto de 1843, emitiram-se selos de circulação interna, restrita aos cantões de Zurique, Genebra, em março de 1843. Impressos em três valores (30, 60 e 90 réis), os Olhos de boi apresentam esses números desenhados sobre fundo arabescado preto, em forma de elipse, próxima do círculo. Foi do desenho que originou-se o apelido de Olho de boi, pela semelhança, ainda que longíqua.

OLHO DE CABRA – Selos emitidos em 1 º janeiro de 1850, de modelo inspirado nos Olhos de boi e cujos algarismos são impressos verticalmente nos valores 10, 20, 30, 60, 90, 180, 300 e 600 réis. Apresentam formato menor que os Olhos de Boi.

OLHO DE GATO – Selo emitido em 27 de agosto de 1854. Semelhantes aos Olhos de gato, nos valores de 10, 30, 280 e 430 réis, foram emitidos com a finalidade de facilitar a fiscalização postal do transporte de jornais e revistas e são coloridos (azul, vermelho e amarelo).

ORDINÁRIO (SELO) – Selo comum utilizado basicamente no porteamento de correspondência, caracterizando-se pela tiragem geralmente ilimitada, isto é, emitido sempre que necessário, através da utilização de uma mesma matriz, às vezes por anos a fio. Atualmente são mudados a cada cinco anos.

PACELLI – Série emitida pelo Brasil em 1934.

PACK-STRIP – Nome da tira de três selos Olhos de boi, um de 30 e dois de 60. O nome provém do antigo proprietário, C.Lanthrop Pack.

PADRÃO – Selo tipo emitido periodicamente, notadamente nas séries ordinárias.

PADRÃO 1894 – Selos dos tipos Madrugada Republicana, República e Comércio, emitidos de 1894 a 1906.

PAINEL EXPOSITOR – É um quadro expositor de 1,00 m x 1,20 m, com uma área útil de 1,20 m2, com capacidade para exposição de 16 folhas de aproximadamente 22 cm x 29 cm.

PALMARÈS – Ver lista de premiação.

PAPEL – São vários os tipos de papel utilizados na impressão de selos. Os catálogos especializados trazem o tipo de papel de cada emissão. Atualmente, no Brasil, o tipo mais utilizado é o papel “couchê” gomado fosforescente, que apresenta uma superfície muito lisa, brilhante e revestida de uma camada finíssima de gesso (também conhecido como papel gessado).

PAR – Dois selos iguais, não destacados um do outro, vertical ou horizontalmente.

PAR INVERSO – Ver tete-beche

PARTICIPAÇÃO – Coleção a ser exposta, isto é, parte destinada à exposição filatélica.

PEÇA DE LUXO – Peça filatélica de excelente qualidade, perfeita.

PENNY BLACK – Primeiro selo postal do mundo, lançado em 6 de maio de 1840, pela Inglaterra. O selo é de cor negra, com a efígie da Rainha Vitória, no valor de um penny.

PERCÊ EM LIGNE – Expressão francesa, ver cortado em linha.

PERFINS – Selos perfurados por firmas comerciais, geralmente com as iniciais da firma ou seu símbolo, servindo para seu controle interno de correspondência.

PERFORATED INITIALS – Expressão inglesa que deu origem ao nome perfin. Ver perfins.

PERFURAÇÃO – Ver perfins

PERFURAÇÃO PARTICULAR – Ver perfins

PERÍODO DE VALIDADE – Período de tempo no qual um selo ou objeto franquiado tem validade para utilização postal.

PERITAGEM – É o ato do estudo de um determinado selo ou peça pelo perito e que define a sua autenticidade. No Brasil esta atividade é exercida pela Febraf.

PERITO – Filatelista ou estudioso filatélico que se especializou em selos de determinado país, época e até em certas emissões. Pode ser particular ou oficial, e é geralmente utilizado em transações de elevado valor.

PESQUISA FILATÉLICA

PESQUISA TEMÁTICA

PICOTAGEM MISTA – Existência de mais de um tipo de picote num mesmo selo.

PICOTE – Perímetro do selo terminado em pontas características em forma de denteado. Efeito obtido em máquina especial para facilitar a separação dos selos.

PINÇA – Instrumento para manusear selos, sem fazer pressão ou danificá-los. Existem de vários tamanhos, tipos e materiais (metal ou plástico), com extremidades lisas e bem maleáveis. É indispensável ao filatelista, pois evita totalmente o indesejável contato da mão com os dedos.

PLANO – Ver roteiro.

PLIÊ – O mesmo que plissado.

PLIS ACIDENTÉ – Envelope acidentado.

PLISSADO – Geralmente usa-se o termo francês “pliê” para designar as dobras acidentais no papel, anteriores à impressão, ocasionadas geralmente por defeito de impressão.

PORTE PAGO – Serviço prestado pelos Correios à Pessoas Jurídicas (PJ), para remessa de grandes quantidades de impressos, em âmbito nacional e internacional.
POSTA RESTANTE – Serviço que possibilita o recebimento em Agência Postal determinada pelo cliente, de todas as correspondências para ali enviadas em seu nome, com segurança e sigilo.

POSTAL – Ver Cartão Postal.

POSTAL MÁXIMO – Ver Máximo Postal.

PRANCHA (1) – O mesmo que folha, na nomenclatura dos Correios, mas não utilizada no meio filatélico.

PRANCHA (2) – Conjunto de clichês, geralmente de mesmo valor, usado para imprimir uma folha inteira.

PRECURSOR – O mesmo que pré-filatélico. Carimbos ou marcas postais usadas durante o período pré-adesivo, ou seja, antes do aparecimento do selo postal.

PRÉ-FILATÉLICO – Período anterior ao uso do selo postal, variável de país para país. No Brasil, antes de 01/08/1843.

PRÉ-OBLITERADO – Selo já vendido pelos correios com carimbos de inutilização.

PRIMEIRA ESCOLHA – Ver escolha.

PRIMEIRO DIA DE CIRCULAÇÃO – Carimbo comemorativo do 1 º dia de circulação de um selo.

PRÓCERES REPUBLICANOS – Série de selos brasileiros emitidos de 1906 a 1917.

PROVA – Experimentos para a confecção de um selo. Existem de vários tipos.

PROVA DE ARTISTA – Prova impressa do desenho do selo elaborado pelo artista, geralmente assinado pelo mesmo.

PROVA DE COR – Prova realizada para definição de cores da emissão.

PROVA DE CUNHO – Prova realizada antes da reprodução da chapa.

PROVA DE IMPRESSÃO – Ver prova de prelo.

PROVA DE LUXO – Prova em papel diferente, geralmente de melhor qualidade, impressas para distribuição a autoridades. Alguns países emitem em quantidade para venda comercial.

PROVA DE PAPEL – Prova para escolha do papel a ser adotado na emissão.

PROVA DE PRELO – Primeiras folhas impressas de um selo, para análise e aprovação. Também utilizada para observação de determinados aspectos de impressão, como a tonalidade das cores e os traços do desenho, por exemplo, que serão adotados na impressão definitiva.

PROVISÓRIO – Ver selo provisório.

QUADRA – Conjunto formado por quatro selos iguais, unidos dois a dois.

QUADRO EXPOSITOR – Ver painel expositor.

R – Abreviatura de registrado, serviço postal, aparece em etiquetas e carimbos brasileiros

RARIDADE – Item do regulamento que trata da raridade do material exposto (dificuldade relativa da obtenção do material selecionado).

RECIBO DE REGISTRADO – Recibo de postagem como registrado, com carimbo da agência postal expedidora.

RECIBO DE REGISTRO DE RÁDIO – Recibo de registro de aparelhos de rádio, efetuado nos Correios e obrigatório nos anos 1940 e 1950, com carimbo da agência postal e valor da taxa paga.

REDE POSTAL – Rede de serviços dos Correios.

REDE POSTAL NOTURNA – Rede de serviços dos Correios que funciona no período noturno, destacando-se o tráfego aéreo entre as capitais.

REEMBOLSO POSTAL – Serviço dos Correios por meio do qual é feita a entrega do produto, recebido o valor correspondente e efetuado o repasse da quantia ao remetente.

REG – Abreviatura de Registrado, encontrada em carimbos brasileiros.

REGISTRADO – Serviço dos Correios no qual o objeto è confiado contra recibo de postagem.

REGOMADO – Ver selo regomado.

RÉGUA FILATÉLICA – Ver odontômetro.

REGULAMENTOS FILATÉLICOS – Normas para colecionismo e exposição de selos postais, fundamentais para o desenvolvimento das coleções. Elaboradas pela FEBRAF.

REGULAR – Ver selo regular.

REIMPRESSÃO – Nova tiragem de um selo já emitido, com autorização oficial e com a chapa original. Podem apresentar variações em relação à emissão original, tais como cor, etc.

REINCISO – Selo no qual aparecem vestígios de dupla impressão parcial em pontos de gravura.

REMETENTE – Expedidor de um objeto postal.

REPARADO – Ver selo reparado.

REPÚBLICA (1) – Um dos tipos de selos que compõem o Padrão 1894.

REPÚBLICA (2) – Período da Filatelia brasileira a partir de 15/11/1889.

RETOCADO – Ver selo retocado.

RHM – Sigla que identifica o Catálogo RHM de Selos do Brasil.

ROTEIRO – Ver plano.

ROTOGRAVURA – Processo de impressão baseado, como o talho doce, na gravação da imagem numa chapa cilíndrica, de cobre. A rotogravura não imprime traços na chapa, como o talho doce, e sim pequenas covas mais ou menos fundas, dependendo da intensidade da cor. Depois de tintado, o cilindro é limpo com uma “raclette” (lâmina de aço), ficando a tinta depositada somente nas covas. Preparado o cilindro, o desenho é transferido para o papel. Conhece-se um selo impresso em rotogravura quando, examinando-se a peça com a lente, as superfícies de cor aparecem completamente lisas e uniformes, além de acetinadas. Também denominada heliogravura.

ROWLAND HILL – Parlamentar inglês (1795-1879), criador do 1 º selo postal, o Penny Black. Foi o responsável pela reforma postal inglesa, decisiva para o progresso das comunicações em todo o mundo.

RPC – Sigla de Recomendado Pelo Correio, cujo nome aparece em envelopes padronizados, de acordo com as especificações postais.

RPN – Sigla de Rede Postal Noturna, serviço de correio noturno.

SCOTT – Catálogo Internacional de Selos. Em inglês.

SEDEX – Serviço dos Correios, cujo nome aparece em carimbos.

SEED – Sigla de Serviço Especial de Entrega de Documentos, serviço dos Correios, cujo nome aparece em carimbos.

SEER – Sigla de Serviço Especial de Entrega de Reembolso, serviço dos Correios, cujo nome aparece em carimbos.

SEGUNDA ESCOLHA – Ver escolha.

SELO – Ver selo postal.

SELO ADICIONAL – Selo aposto numa carta, além do selo de porte normal. Exemplo, o selo da Hanseníase.

SELO AÉREO – Selo destinado a correspondência por via aérea. No Brasil, os primeiros foram emitidos em 1927.

SELO BISSECTADO – Selo cortado pelo correio, em sua metade, geralmente de forma transversal, para utilização no porteamento de correspondência, na falta de um valor. Esta prática era utilizada, por exemplo, quando não havia selos de 100 réis, então cortavam-se selos de 200 réis ao meio.

SELO COMEMORATIVO – Selo emitido com a finalidade de comemorar acontecimentos importantes, fatos expressivos da atualidade, homenagear personalidades de destaque, eventos ligados à história, à cultura e aos costumes de um país. Tem seu período de circulação limitado e tiragem definida.

SELO CONDENADO – Selo emitido com a finalidade de explorar os filatelistas, sendo, na verdade verdadeiras figurinhas.

SELO CORTADO EM DOIS – Ver selo bissectado.

SELO DE BENEFICÊNCIA – Selo sem poder de franquia, de uso obrigatório ou facultativo, em determinados períodos, cuja renda destina-se a beneficência.

SELO DE BOBINA – Selo originário de rolo (bobina) de selos, geralmente denteado na parte superior e inferior e sem picote nas margens laterais.

SELO DE DEPÓSITO – Selo interno dos Correios, utilizados em vales postais.

SELO DE INSTRUÇÃO – Ver selo de treinamento.

SELO DE JORNAL – Tipo de selo usado no porteamento de jornais. No Brasil os primeiros selos de jornal foram emitidos em 1889 e atualmente não mais utilizados.

SELO DE SERVIÇO – Selo utilizado por funcionários postais em alguns países.

SELO DE TAXA – Ver selo de taxa devida.

SELO DE TAXA DEVIDA – Selo especial aposto sobre correspondência com franquia insuficiente.

SELO DE TELÉGRAFO – Selo especial usado para cobrança da taxa necessária para transmissão de mensagens. No Brasil foram emitidos selos de telégrafo em 1870.

SELO DE TREINAMENTO – Selo interno, de treinamento para funcionários postais, sem valor de porteamento.

SELO DEFEITUOSO – Selo impróprio para coleção por apresentar defeito.

SELO DESMONETIZADO – Selo cancelado ou fora de circulação, após ato oficial da administração postal, não tendo mais valor para franquia postal, passando a ter uso apenas filatélico.

SELO ESPECIAL – Emissão temática não relacionada a comemorações ou eventos específicos, voltada à demanda filatélica nacional e internacional, com tiragem limitada.

SELO ETIQUETA – Ver autômato.

SELO EXPRESSO – Selo destinado a correspondência expressa.

SELO FILATÉLICO – Denominação imprópria de selo comemorativo, pois todos os selos postais são filatélicos.

SELO FISCAL – Uma coleção fiscal engloba selos de imposto, emolumentos ou crédito, em relevo, diretamente impressos ou adesivos, emitidos por ou sob a autoridade do governo de um estado ou município ou de uma autoridade governamental.

SELO LAVADO – Selo submetido a processo de lavagem, por imersão em água ou produto químico. Geralmente utilizado para retirar a ferrugem do papel do selo, mas também pode ser usada para retirar sobrecargas, tinta dos carimbos, etc. o que pode ser constatado por meio de lâmpada de quartzo.

SELO LOCAL – Selo emitido numa determinada região e com curso apenas nesta região.

SELO MOEDA -

SELO NÃO DENTEADO – Ver selo sem picote.

SELO NOVO – Selo não usado postalmente, não carimbado.

SELO OFICIAL – Selo destinado ao uso exclusivo na correspondência oficial, isso é, governamental. Seu uso foi bastante difundido no passado, estando hoje limitado a poucos países. No Brasil, os selos oficiais foram criados em 1901, postos em circulação em 1906 e suprimidos em 1920.

SELOS OPOSTOS – Ver tete-beche.

SELO ORDINÁRIO – Selo de série corrente, não comemorativa, de tiragem elevada, com prazo de utilização indefinido, geralmente um período longo.

SELO POSTAL – Papel representativo de um valor, emitido pelos correios destinados a franquear correspondência. Basicamente os selos são classificados em ordinários e comemorativos, mas existem dezenas de outros tipos.

SELO PROVISÓRIO – Selo emitido ou sobrecarregado em caráter provisório até a emissão do selo definitivo.

SELO REGOMADO – Selo com goma não original, aposta ao selo posteriormente, após a retirada da goma original. O selo regomado tem menor valor que o selo com goma original.

SELO REGULAR – Ver selo ordinário.

SELO REPARADO – Selo avariado submetido a reparo, o que pode ser constatado por meio do filigranoscópio ou lâmpadas de quartzo. Não são descartáveis, porém tem seu valor reduzido.

SELO RETOCADO – Selo apresentando falhas ou desgastes de chapa, onde foram efetuados retoques para melhorar o seu desenho final.

SELO TIPO – Selo padrão de uma emissão.

SEMAFÓRICO – Ver telégrafo semafórico.

SE-TENANT – Dois ou mais selos emitidos conjuntamente, isso é, não destacados entre si. O desenho pode ou não ter continuidade em outro selo.

SÉRIE – Conjunto de dois ou mais selos emitidos conjuntamente ou em separado, com valores faciais diferentes.

SÉRIE BISNETA – Série de selos regulares do Brasil emitida de 1954 a 1964.

SÉRIE NETINHA – Série de selos regulares do Brasil emitida de 1941 a 1954.

SÉRIE VOVÓ – Série de selos regulares do Brasil emitida de 1920 a 1940.

SERVIÇO DE NOVIDADES – Serviço oferecido por casas filatélicas, com o fornecimento das emissões recentes de determinado país ou tema.

SETA – Ver flecha.

SEXTILHA – Conjunto de seis selos emitidos conjuntamente ou um conjunto de seis selos não destacados uns dos outros.

SINDICATO CONDOR – Companhia aérea com voos postais no Brasil. O nome aparece em selos e carimbos.

SINETE – Marca postal em baixo relevo, usada sobre lacre, com a finalidade de marcar o mesmo, personalizando-o com a marca do remetente.

SOBRECARGA – Imagem ou legenda impressa sobre o selo, podendo ou não alterar a finalidade original da emissão.

SOBRECARGA INVERTIDA – Sobrecarga aposta em sentido invertido ao usual.

SOBRETAXA – Valor impresso sobre o selo, modificando seu valor facial original, dando-lhe um novo valor de franquia.

SOMBRA – Sigla da Sociedade de Maximafilia Brasileira, entidade filatélica não mais existente e que congregava colecionadores de máximos postais.

SPECIMEN – Ver Muestra.

STANLEY GIBBONS – Catálogo Internacional de Selos, em inglês.

SULBRAPEX – Sigla de Sul Brazilian Philatelic Exhibition, Exposição Filatélica Regional da região sul.

SUPORTE – Qualquer material utilizado para suporte de selos ou peças filatélicas (álbuns, folhas soltas, etc.).

TAB – Ver apêndice.

TALCO (PURO) – Produto mineral em forma de pó branco, usado na proteção dos selos novos, evitando-se que a goma, pela ação da umidade os grude entre si ou no seu suporte (álbum, classificador, etc.).

TALHO DOCE – Processo de impressão de selos baseado na gravação em metal. Numa chapa metálica são cavadas à mão as linhas do desenho por meio de uma ponteira de aço, chamada buril, formando vários sulcos na chapa. Sobre a chapa coloca-se a tinta, a qual penetra nos sulcos. Quando a chapa é aplicada sobre o papel, a tinta depositada nos sulcos transfere-se para ele, criando um pequeno relevo. Para saber se um selo foi impresso em talho-doce, basta passar a ponta do dedo levemente sobre a superfície do mesmo e se notará que esta se apresenta em relevo, áspera ao tato. Este relevo é formado pelas linhas cavadas que receberam a tinta.

TAXA – Valor facial do selo.

TELÉGRAFO SEMAFÓRICO – Telégrafo de sinais, por meio símbolos e bandeiras coloridas, utilizado em diversas partes do mundo e no Brasil.

TELEGRAMA – Serviço de encaminhamento de mensagens urgentes, nacional e internacional, de uso de pessoas físicas ou jurídicas. Pode ser enviado nas agências postais e telegráficas, via Internet ou por telefone, 24 horas por dia.

TEMÁTICA – Ver Filatelia Temática.

TÊTE-BÊCHE – Expressão francesa. Ver cabeças opostas.

TINTUREIRO – Tipo de selo emitido pelo Brasil em 01/05/1891.

TIPOGRAFADO – Selo cujo processo de impressão foi a tipografia, processo no qual o desenho é gravado numa chapa (cunho), ficando em relevo, recebendo tinta para impressão.

TIRA – Fileira horizontal contendo três ou mais selos iguais, não destacados uns dos outros.

TIRAGEM – Número de selos emitidos de uma determinada emissão.

TRAÇO NO VERSO – Traço ou traços no verso dos selos da série Netinha.

TRANSORMA – Equipamento mecânico para triagem de cartas, a primeira a ser instalado no Brasil, e origem holandesa, deixando marcas nas cartas.

ÚLTIMO DIA – Carimbo especial comemorativo do último dia de circulação de um selo, utilizado por alguns países.

UM QUADRO – Classe filatélica com material admitido em qualquer uma das classes filatélicas, mas com apenas um quadro. As participações na Classe Um Quadro são limitadas em seu alcance, mas a profundidade do tratamento e sua importância devem ser tão completas quanto seja possível. As participações deste gênero não devem ser simplesmente o resultado da extração de um painel de uma coleção de vários painéis. Devem constar de coleções que se atenham a um tema que possa ser melhor tratado com apenas um quadro.

UNIÃO POSTAL UNIVERSAL – Organização responsável pela política postal internacional. Fundado em 1874 com o nome de União Postal Geral, com sede em Berna, na Suiça.

UNIÃO POSTAL DAS AMÉRICAS E ESPANHA – Órgão filiado à UPU, fundado em 1911 para regular o serviço postal entre as administrações postais dos países membros.

UNIÃO POSTAL DAS AMÉRICAS, ESPANHA E PORTUGAL – Antiga UPAE. Em 1990, durante o Congresso de Buenos Aires (Argentina), foi incorporado Portugal e a união postal passou a ter essa nova denominação.

UPAE – Ver União Postal das Américas e Espanha.

UPAEP – Ver União Postal das Américas, Espanha e Portugal.

UPU – Ver União Postal Universal.

USADO – Ver selo usado.

VAGÃO CORREIO – Vagão ferroviário destinado a transporte e ou triagem de objetos postais.

VAGÃO POSTAL – Ver vagão correio.

VALE POSTAL – Serviço dos Correios que consiste na remessa de valores, através de ordem de pagamento.
VALOR FACIAL – Valor da taxa postal do selo, impresso no mesmo.

VARIEDADE – Selo que apresenta alguma variação em relação ao selo tipo, oriundas da fase de impressão.

VARIG – Companhia aérea, com transporte de correspondência aérea. Emitiu selos específicos para seus objetos postais. O nome aparece em carimbos. Também há selos próprios para serviço aéreo.

VENDA SOB OFERTA – O mesmo que leilão, porém, não realizado por leiloeiro oficial.

VERMEIL – Tipo de medalha de exposições filatélicas, entre a prata e o ouro.

VERTICAIS – Série emitida pelo Brasil em 01/01/1850.

VINHETA – Ver apêndice. Também usado para denominar peça sem poder de franquia, emitido para promoção e aposto em correspondência.

VOVÓ – Ver série vovó.

VOVOZINHA – Ver série vovó.

WADP – Sigla de Word Association for the Development of Philately, Associação Mundial para o Desenvolvimento da Filatelia, órgão que congrega diversas entidades visando o desenvolvimento da Filatelia.

WNS – Sigla de WADP Numbering System (WNS), banco de dados desenvolvido pela UPU e WADP para registrar os selos legalmente emitidos pelas administrações postais.

XADREZ POSTAL – Jogo de xadrez com lances via postal.

XIFÓPAGO – Peça única, constituída de dois selos de valores diferentes de Olho de Boi que se apresentam unidos.

YVERT TELLIER – Catálogo Internacional de Selos. Editado na França desde 1896. Site: www.yvert.com

ZEPPELIN – Selo destinado a portear correspondência transportada pelos dirigíveis Zeppelins, emitidos em 1930.

ZIONI – Ver Catálogo Zioni.

 

Atenção: Este dicionário é parcial e está sendo constantemente complementado. Envie suas correções e observações para contato@portalfilatelia.com.

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